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sábado, 15 de maio de 2010

2 meses de saudades

A cerca de 2 meses essa querida família nos deixou após muitos anos de convivência. Foi difícil vê-los indo pra longe principalmente para quem convivia mais próximo a eles. Vai ter hora que a saudade vai apertar, mas vão ficar as boas lembranças dos encontros em sua casa acompanhados de muito cuscuz, as graças e tiradas de Manu, o sorriso de Rebeca, a música de Cris e Fabinho.
Quem não teve a oportunidade de estar presente no culto de despedida, pode ver aqui o vídeo que foi apresentado como um resumo desse 14 anos de Cris em Recife, seu casamento com Fabinho e o nascimento de suas filhas.





Motas e Apolônios, até breve.
Que Deus os acompanhe nessa nova jornada e abençôe em todos os momentos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Faith Like Potatos



Africa do Sul - Angus Buchan é um fazendeiro de origem escocesa, muito trabalhador, dedicado à mulher e aos filhos, mas violento diante das contrariedades. Quando a situação na Zâmbia fica perigosa, ele decide mudar-se para KwaZulu Natal e recomeçar do zero. Morando num trailer, com a ajuda de Simeon Bhengu, um zulu que se oferece para o trabalho, a família Buchan luta para instalar-se nesta nova terra. À medida em que as dificuldades se avolumam, Angus mergulha num misto de medo, fúria e desespero. Neste momento ele é convidado para uma reunião de fazendeiros na Igreja Metodista local. Como consequência, em vez de riqueza, o fazendeiro passa a buscar Deus, e encontra a felicidade, a paz e o sucesso.
"O Fazendeiro e Deus" baseia-se na história real de Angus Buchan, que se tornou um pregador da palavra de Deus ao redor do mundo, enquanto sua família e Simeon Bhengu tocam a bem-sucedida fazenda Shalom, na África do Sul. Angus compara a fé em Deus à cultura de batatas, que permanecem invisíveis até o momento da colheita.
Vale a pena assistir os extras do DVD e conhecer o verdadeiro casal Jill-Angus Buchan e Simeon Bhengu.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nosso Encontro de Fevereiro, 2010

Voltamos a nos encontrar no sábado, 06/02/10, na casa de Ilma, Lécio e suas filhotas. Antes este encontro seria na casa de Maristela e André, mas devido à saída de um bloco de carnaval no Espinheiro, mudamos o local estrategicamente. Vai que alguém cai no frevo e se perde no meio da folia! 9 casais estiveram presentes com o fato marcante de contarmos com o retorno de Marcelo, Zélia, Vítor e Liara depois de 3 anos entre BH e Brasília. Já a criançada tava cheia de energia como sempre. Fizemos, ao ar livre, uma reunião de oração onde compartilhamos em grupo os nossos agradecimentos pelas bênçãos e maravilhas recebidas e fizemos nossos pedidos certos e confiantes de que Deus nos ouve e sua vontade é perfeita, agradável e boa em nossas vidas. Ficou claro que precisamos estar firmes e constantes orando uns pelos outros podendo assim nos sustentar. E nunca esquecer que todos temos necessidades específicas e a melhor forma de tratá-las é primeiramente colocá-las diante de Deus.
Também tivemos o anúncio de que André e Maristela voltam a liderar o Grupo Verde com Eliel e Klaudinha dando o apoio e a assistência necessários. Nas palavras de Maristela, Klaudinha e Eliel precisam de nosso cuidado nesse momento tão delicado. E ela está certíssima. Então é isso: temos uma nova comandante. Não é André?!
Encerramos nosso encontro ao redor da mesa farta, que é tradicional e muito bate-papo. Ficamos, como sempre, com a expectativa do próximo encontro que deve ser dia 06/03 na casa dos chefes e que deve contar com a participação do Pr. Edvaldo Shamá (o fogo vai descer pois "Desu presente está"). Não resisti a esse trocadilho nada original.
Assim que André que passar as fotos eu disponibilizo pra todos darem aquela espiadinha. Foi mal de novo. Não resisti a esse momento agora Bialesco. Hoje eu tô que tô. É domingo de carnaval gente....

PS. Uma estratégia dessa volta de André e Mari à liderança é uma pequena pesquisa de opinião onde os integrantes do grupo devem sugerir assusntos a serem abordados em nossos encontros, assim como programações e nomes de palestrantes. Todos devem participar. Podem comentar aqui no blog ou levar suas idéias direto aos nossos líderes.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Adeus 2009. Há Deus. Ah 2010! Esperança...

Foi-se 2009.
Com tudo que podemos viver nos seus 365 dias.

Suas tristezas, alegrias, mazelas, belezas, dores, alívios, choros, sorrisos, perdas, danos, ganhos, conquistas, lutas e vitórias. Sobretudo vitórias; Ou não somos mais que vencedores?!
Mais um ano vivendo intensamente essa vida que Deus fez com tanta perfeição, tal qual ensinou ao "Tapeceiro, que não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio
"
.

Adeus 2009.


Ah 2010!

Esperança renovada.
Na vida, no amor, na amizade, na igreja, na redenção do homem.
Esperança renovada em si mesmo. Esperança na esperança.
Não tão louca como escreveu Quintana, mas a esperança do delicioso vôo.

Esperança que a fé nos susterá, que a comunhão nos aquecerá, que o verde florescerá.
Esperança do verde que Eliel e Klaudinha vestiram no nosso primeiro encontro do ano.
Esperança que mesmo em meio à dor (tanta) possamos ainda encontrar paz e luz.
Esperança que "o sol em breve despontará no horizonte e a noite de choro terá seu fim.
E as muitas sombras não mais nos rodearão.
A luz vai clarear.
Esperança que a alegria EMBRIAGANTE há de chegar".

Que venha 2010. Pois há Deus.

E já chegou 2010. E o Grupo Verde veio junto, firme como nunca. Com sua marca e sua cor forte como sempre. E já nos reunimos neste sábado, 09/01 na casa de Aureliano e Nilza para compartilharmos um pouco de tudo, fazermos aquele lanchinho básico e comemorarmos o aniversário de Nilza. Falamos bastante sobre ela e agradecemos por ela ser tão presente, tão doce, tão sensata, tão sábia, tão amiga, tão bela. Por tudo isso e muito mais, é muito querida. E nosso desejo é que Deus permita que ela continue sendo tudo isso. Desse jeito mesmo: simples e suave, mas grande e marcante. E que Ele continue presente como sempre, agindo, guiando, iluminando sua vida e de sua família. Pra ela um beijo enorme de todos seus amigos e irmãos do Grupo Verde.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Um Grande Encontro (17/10/09)

“ E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês, por estarem unidos com Cristo Jesus.” I Tessalonicenses 5.18


Essa foi a tônica do nosso encontro de Outubro. Muitos tinham muito a agradecer. Gratidão pela vida, pelo emprego, pela esperança, pelo amor, pela comunhão, pela fé, pelo novo carro, pelo novo e enorme apartamento de Maristela e André. E foi lá onde aconteceu esse grande encontro. Fomos lá pra conhecer e pra nos alegrar juntos com eles. Tivemos a presença de 29 adultos e 9 crianças (pense que foi menino) que tiveram uma quarto cheio de brinquedos só pra elas. Tivemos a oportunidade de rever, pelo menos em nossos encontros, nossa psicóloga Marisa e seu ilmo esposo Isac, o casal Wilma e Bruno que a muito não participavam consoco, Lécio e Ilma que retornaram depois de um bom tempo ausentes devido às atividades do ministério, além de vistas ilustres como Andréia e Júnior, e Ana Lúcia e Alex. Louvamos, lemos a Palavra de Deus, ouvimos a reflexão trazida por Jorge e fomos abençoados pelas orações de fé, poder e ousadia de Marisa e Pr. Lécio.

E já que tudo foi muito nesse encontro (muitos casais, muitas crianças, apartamento muito grande), o lanche também foi muito. Como come o grupo verde! Bendita dieta a que eu estou fazendo, senão eu tinha me acabado em tanta comida. Mas essa façanha deixei pra quem é de costume. Marcos, Eliel, Manuca, etc. Fiquei só na salada de Aureliano.

Enfim, foi sem dúvida um grande encontro. Gratidão à Deus, muitos reencontros pra colocar os papos em dia e podemos exercitar mais uma vez a comunhão que é a marca do Grupo Verde. Sem dúvida esse encontro deixou um gosto de quero mais. E que venha o próximo!

Agora dêem uma espiadinha nas fotos desse encontro clicando aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Jaime Kemp em Recife



Jaime Kemp pregando e VPC Nordeste no Louvor.


Dias: 18 a 20/09

Local: Ig Presb do Pina

Tema: Namoro

Info: 3326.6322


Dias: 25 a 27/09

Local: Ig Presb da Madalena

Tema: Resgatando a Lua-de-Mel

Info: 3327.3469


Dias: 02 a 04/10

Local: 1ª Ig Presb em Casa Caiada
Tema: Namoro

Info: 3432.3629


Dias: 09 a 12/10

Local: Ig Presb das Graças
Tema: Família, idéia de Deus

Info: 3081.1179




Fonte:

domingo, 6 de setembro de 2009

Bebê querido dádiva de Deus; Bebê querido presente gracioso...

Sábado passado foi o chá-de-fraldas de Rebeca.
Como virou moda no Grupo Verde, sempre tem um bebê chegando. E a vez é de Rebeca, irmã de Manuela, filha de Fabinho e Cris.
Nos reunirmos no prédio de Aurilo e Elurdiane. Na cobertura. A reunião foi dirigida brilhantemente por Nilza. Ela e Dra. Rose contaram suas experiências como mamães de segunda viagem. Falaram das expectativas, das diferenças, das semelhanças, das dificuldades com o segundo filho e da bênção que é esse dom divino de ser mãe. Eu vi que Claudinha, Karine e Eva prestaram muito a atenção. Aliás, Eva foi a escolhida de ser, depois de Klaudinha, a próxima. Ê Marcão!!!
Teve até duas brincadeiras onde fomos divididos em homens e mulheres, e nós, homens generosos que somos, deixamos elas ganharem.
E pra não dizer que não falei das flores, o lanche. Sei que teve até empurrão pra chegar perto da mesa. Pense num povo que que come esse do grupo verde! De Cris eu nem falo mais. Só vou dizer que ela se agarrou com um pote patê e não largou mais. Klaudinha tá até mais comedida. Cuidados de buxuda. E a campeã foi::: EVANIZE. Representou bem a família, já que Marcos não pode estar presente pois estava trabalhando. A bixinha tá batendo forte viu!?
Foi uma noite muito agradável ainda mais que o Brasil deu um chocolate na Argentina. 3x1, fora o baile.
E para ver algumas fotos, clique aqui.

sábado, 29 de agosto de 2009

Parabéns ao Manuca e sua Baaaaannnnnnda!



Dia 28/08, ontem, foi aniversário do grande Manuca. O Bolg do Grupo Verde presta essa simples homenagem com esse vídeo que está no Youtube. "Pode Ser" é uma música dele mesmo e a gravação foi no estúdio de Marcos. Destaque para a tábua de passar de Eva. Parabéns Manuca!

Sogros: uma bênção de Deus

Para o bem ou para o mal, nossos pais e sogros fazem parte de nossa vida de maneira íntima e indissociável. Mas, seja no caso de recém-casados ou de cônjuges que estão juntos há muito tempo, de que forma pais e sogros devem fazer parte de nossa vida? A verdade é que precisamos uns dos outros. A liberdade e o respeito mútuos devem ser os princípios norteadores para os pais e seus filhos casados.

Mas que diretrizes a Bíblia dá para os relacionamentos entre cônjuges e seus sogros? Como o casal deve reagir às idéias, sugestões e necessidades dos pais? O que podemos fazer quando vemos os pais destruindo a unidade conjugal? Se for genuína nossa disposição de seguir os padrões bíblicos em nossos relacionamentos com os sogros, dois princípios devem ser mantidos em equilíbrio: uma nova devoção e a honra contínua.

"Deixar" os pais
Em Gênesis 2:24, lemos: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne". O casamento envolve uma mudança de fidelidade. Antes do casamento, a devoção da pessoa é aos pais, mas, depois, muda para o cônjuge. Isso é o que os psicólogos chamam de "cortar os laços psicológicos".

Maravilhosa sabedoria
Por outro lado, as sugestões dos pais devem receber a devida consideração. Nossos pais são mais velhos e, talvez, mais sábios. Ao mesmo tempo, não podemos colocar sugestões dos nossos pais acima dos desejos do nosso cônjuge.

Honra aos pais
Honrar aos pais é regra do nascimento até a morte. Honrar foi o mandamento original e permanece para sempre. Infelizmente, nem todos os pais levam vidas respeitáveis. Seus atos talvez não sejam dignos, mas por terem sido feitos à imagem de Deus, são dignos de honra. Você pode respeitá-los pela sua humanidade e por sua condição de pais, mesmo quando não puder respeitar suas ações. É sempre certo honrar seus pais e os de seu cônjuge. "Deixar" os pais por ocasião do casamento não elimina a responsabilidade de dar honra a eles.

Com quem passamos os feriados?
As situações mais difíceis geralmente acontecem nas épocas de feriados. A mãe da esposa quer que o casal passe com ela a véspera do Natal. A mãe do marido deseja que o filho e a nora jantem com ela no dia de Natal. Isso pode ser possível se morarem na mesma cidade, mas, quando moram a muitos quilômetros de distância, passa a ser impossível. A solução deve se basear no princípio da igualdade. Isso pode significar Natal com os pais do marido em um ano e com os pais da esposa no seguinte.

Se eu pudesse fazer mais algumas sugestões práticas, gostaria de aconselhar você a aceitar seus sogros como são. Não ache que cabe a você mudá-los. Se não forem cristãos, deve certamente orar por eles e buscar oportunidades para apresentar-lhes Cristo, mas não tente ajustá-los ao seu molde. Você espera que eles lhe dêem independência para construir seu casamento. Ofereça a eles o mesmo.

Trechos extraídos de O casamento que você sempre quis, do Dr. Gary Chapman. Para maiores informações sobre livros de Gary Chapman, visite www.mundocristao.com.br/garychapman.
Envie para um amigo!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Autor de As Cinco Linguagens do Amor passará por Recife divulgando Castelo de Cartas


Em setembro, Gary Chapman, consagrado pelo best-seller As Cinco Linguagens do Amor, virá ao Brasil. Em sua curta passagem pelo país, o autor visitará as cidades de Brasília, Recife e São Paulo, nas quais ministrará sobre alguns de seus livros. Há dez anos Chapman ensina seus leitores sobre as diferentes linguagens do amor. Agora, em seu mais novo lançamento, Castelo de Cartas, ele trabalha com uma nova temática, ensinando os casais a manter vivo o casamento, evitando que ele desmorone. Em suas palestras, Chapman falará sobre os dez principais comportamentos responsáveis por destruir casamentos e como evitá-los.
Confira os locais, datas e horários dos eventos:

28 de setembro - Brasília - Auditório do Colégio Militar
15h - As Cinco Linguagens do Amor
20h - Castelo de Cartas
Realização: MW Distribuidora
29 de setembro - Recife - Centro de Convenções da UFPE
19h30 -Castelo de Cartas
Apoio: Livraria Luz e Vida
30 de setembro - São Paulo - Igreja Bíblica da Paz
20h -Castelo de Cartas

Em Recife e São Paulo, os leitores que adquirirem o livro Castelo de Cartas terão direito de assistir às palestras com o autor, retirando seus exemplares no local do evento. Em breve disponibilizaremos em nosso blog mais informações sobre a vinda de Gary Chapman ao Brasil e como adquirir seu livro/ingresso. Por enquanto, leia a sinopse do livro no próximo post logo abaixo.

Castelo de Cartas

Como qualquer relação, o casamento é pontuado por altos e baixos. Com exceção das pequenas crises conjugais, muitas vezes geradas por situações banais e corriqueiras, há quadros caóticos que precisam de tratamento urgente. Nessas situações, a pior atitude é afastar-se do problema ou ignorá-lo, fingindo que ele desaparecerá por conta própria.

Quando a relação conjugal chega neste ponto, o senso comum sugere que se abandone o barco e parta em busca da felicidade, ou seja, divórcio. Entretanto, para aqueles que consideram o casamento mais do que um simples contrato, um grande desafio precisa ser enfrentado.

Gary Chapman discute essas questões de extrema gravidade e que possuem enormes conseqüências sobre o casamento e a família em Castelo de cartas. Ele compartilha com o leitor diversos casos reais que conheceu durante os atendimentos em seu consultório, dispondo-se a discutir dez principais temas que, se não tratados a tempo e com firmeza, farão o casamento desmoronar:

– irresponsabilidade
– excesso de trabalho
– quando o cônjuge é controlador ao extremo
– falta de comunicação
– abuso verbal
– abuso físico
– abuso sexual
– infidelidade
– alcoolismo e uso de drogas
– depressão

Mesmo sabendo que qualquer questão conjugal é de responsabilidade de marido e mulher, Chapman incentiva e orienta o leitor a ser uma influência positiva no casamento dando o primeiro passo, sem esperar que a atitude parta do outro.

Descubra como ser uma influência positiva sobre seu cônjuge! O autor mostra por meio de casos reais que é possível, sim, salvar um casamento à beira do desmoronamento. Castelo de cartas é indicado para quem se recusa a viver uma relação infeliz e acredita que fazer a coisa certa é buscar a restauração do matrimônio.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

10 ANOS DE CASADOS. JUNTINHOS E FELIZES, GRAÇAS A DEUS...


Eva, essa mulher me laçou de forma tal que quando dei conta, já estava morando dentro de sua vida, de sua lindeza e de seu amor!
Eva... Ela conseguiu dar as cartas ao meu coração, traduziu a minha dúvida em amor e prazer e me deu a oportunidade de casar-se com ela!
Eva... Essa mulher é a grande nobreza única, febril, intensa, amorosa e pra sempre de minha vida!
Eu gostaria de compartilhar com você essa data muito importante e graciosa da vida dela e da minha.
EVA E MARCOS... 10 ANOS DE CASADOS... 03 DE 07 DE 1999.
Grande abraço pra você e que DEUS ajude!

Casamento: o princípio do prazer

Antes de qualquer coisa é preciso que fique claro que ninguém entra num relacionamento visando uma experiência de dor. Na verdade é o prazer, não a dor, que nos atrai ao casamento. Mas não podemos falar de prazer como princípio sem antes declarar que a dor, ou, numa hipótese melhor, experiências desagradáveis, também faz parte do pacote.

Assim, aqueles que pretendem se casar e não estão considerando a possibilidade de experiências no mínimo desconfortáveis, precisam rever suas crenças. É que a dor, em maior ou menor grau, sempre aparece como figurante, quando não como personagem principal, em nossa história de amor.

O que se pode fazer numa relação é investir no sentido de que os índices de prazer predominem sobre os da dor; é trabalhar para que as experiências prazerosas se mantenham disparadamente à frente dos desconfortos; é evitar que o desprazer cresça a ponto de causar-nos desânimo ou de ativar, em nossas fantasias, o mito da grama mais verde.

Se a dor, não o prazer, dominar a relação, tal casamento está fadado à destruição.

O prazer não deve ser buscado, num casamento, como um fim em si mesmo. Isso seria hedonismo. Quem se casa pensando somente no prazer não vê o outro como pessoa, mas como máquina lúdica. O outro deve ser alvo do nosso amor, principalmente em situações em que algo em sua vida não seja do nosso agrado. Se assim for, até mesmo em situações desconfortáveis experimentaremos o prazer de estar ao lado, de ajudar a pessoa amada.

São múltiplas as possibilidades de prazer no casamento. Para uns ouvir a voz da pessoa amada é extremamente prazeroso; para outros é a beleza vista que faz o coração pulsar de satisfação; para outros ainda, é o compartilhar de idéias, a troca de conhecimentos que faz com que horas de diálogo passem tão rapidamente quanto segundos; para outros são os gestos de gentileza, tais como o puxar de uma cadeira, o abrir de uma porta, o estender da mão, o servir uma refeição, o providenciar uma sandália, uma toalha, enfim...

E o toque físico? Quem não se sente bem com um cafuné depois de um dia intenso de trabalho? Com um forte e carinhoso abraço no momento do reencontro? Com aquele beijo na hora da despedida de cada dia? Todos gostamos! Porém, é no contato físico que reside boa parte dos problemas no casamento.

A dificuldade que muitos enfrentam no casamento, em relação ao contato físico, tem origem numa deformação educacional a que parcela significativa das pessoas (ou quase todas!) foi submetida, sobretudo sob influência de conceitos religiosos teologicamente mal construídos ou preconceitos morais não reavaliados.

Não são poucas as pessoas que, mesmo em nossos dias, mantém uma relação pouco amistosa com o próprio corpo. É acentuado o número de indivíduos que se sentem envergonhados com a reação de seus corpos num momento de carícia. É incrível o número de casais com problemas porque um dos cônjuges se sente culpado diante do prazer sexual ou que não consegue coadunar a fé que professa com o prazer que deseja.

Há cônjuges que sofrem calados numa relação sexual ou finge gostar do que está acontecendo simplesmente por acreditar ser vulgar dialogar com o parceiro a respeito das áreas de seu corpo que, sendo tocadas, causa maior ou menor prazer.

Nada, porém, é comparável aos conflitos em torno do que seria ou não permitido em termos físicos, no ato sexual. Nesse caso, respeitando os que pensam diferentes em função dos valores culturais e religiosos nos quais cada personalidade se desenvolveu, costumo dizer que, dentro das paredes do quarto do casal tudo é permitido, desde que seja fruto de diálogo honesto e sincero, de respeito mútuo e manifestação de interesse pelo bem estar alheio.

Casamento não existe somente para manutenção e reprodução da espécie. É essencial também à manutenção da saúde, do equilíbrio emocional do casal. Por isso, todo esforço deve ser envidado no sentido de que seja uma experiência prazerosa em vez de estressante, desconfortável ou dolorosa.

Pr Edvar Gimenes.

sábado, 27 de junho de 2009

Casamento: o princípio da negociação

O princípio da negociação no casamento deveria ser encarado como caminho óbvio, natural numa relação conjugal. Porém, o tradicional discurso masculino, introjetado culturalmente inclusive em mentes femininas, aponta a submissão unilateral da mulher como elemento necessário à preservação da família. Para isso versículos são isolados de seus contextos e olhos são fechados para fartos indicadores neotestamentários de igualdade na relação.

A ideologia política do tal discurso é que, num processo de divergência decisória na vida conjugal, a posição do marido deve prevalecer, independente da razoabilidade dos argumentos da esposa, pelo simples fato de que haveria uma recomendação ¿bíblica¿ para que a esposa submeta-se unilateralmente ao marido.

Presenciei um exemplo contundente desse discurso contrário ao princípio da negociação. Participando como ouvinte de um encontro de casais num hotel no agreste pernambucano, engoli a seco, para não gerar um mal estar maior, a afirmação da esposa do preletor ¿ de São Paulo, com sobrenome europeu, pra que fique claro que machismo não é privilégio nordestino - que orientava: se seu marido decidir vender aquecedor de ar em Manaus, vá com ele sem discutir.

Com um pouco mais de aplicação e autonomia no estudo da Bíblia ela poderia orientar os homens presentes a serem também humildes e a darem mais ouvido às suas esposas, pois elas, sendo também portadoras de massa cinzenta de boa qualidade e tão interessadas no bem estar da família quanto eles, merecem ser ouvidas com muito mais respeito, especialmente quando a decisão pode afetar negativamente a vida de todos do lar.

O problema é que, justamente pela cultura machista na qual somos criados, a maior parte de nós homens, dentre os quais me incluo, demora para aprender esta verdade ou morrem (às vezes matando antes a alegria do casamento) sem aplicá-la.

E pior: a igreja, que deveria ser agente de libertação de valores preconceituosos, acaba ela mesma tornando-se instrumento de alimentação da escravidão ao estimular a submissão unilateral como modelo ideal de ¿Deus¿ para a vida conjugal.

Ouvi o caso de certo rapaz evangélico, pasmem, que desrespeitava sua mãe e justificava-se ¿em bases bíblicas¿, declarando que homem não deve sujeitar-se à liderança de mulher, portanto, nem mesmo à de sua mãe.

O princípio da negociação faz parte de uma liderança familiar na qual cada cônjuge deve ser humilde pra reconhecer pontos fortes e fracos um do outro e permitir que cada um exerça a liderança nas áreas ou situações em que está mais bem preparado.

A negociação deve estar presente não somente quando o assunto é relação sexual (¿Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento...¿ (I cor. 7.5)), mas em todas as áreas de relacionamentos amorosos, fundamentados no respeito e sujeição mútuos (Ef. 5.21).

Cultivemos e fortaleçamos o principio da negociação no casamento. Ele é a semente que evita que, num processo mais avançado de dominação, as mulheres sejam tratadas como na sociedade afegã. Lá, ¿primeiro elas pertencem ao pai, depois são vendidas ao futuro marido¿ e se os talibãs permanecessem no poder ¿mais um pouco... estariam carregando etiquetas com a indicação de quanto valem: uma jóia, uma vaca ou uma quantia em dinheiro¿. (Asne Seierstad, Revista Veja, Ed. 1973, 13.09.2006). Tudo isso solidamente fundamentado em estruturas sagradas, digo, escrituras sagradas.

Pr. Edvar Gimenes

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Casamento: o princípio da humildade

Eis outro princípio essencial à boa convivência conjugal. Se recebesse a devida atenção em nossas vidas, o tema submissão unilateral da mulher desapareceria dos debates. Homens humildes não defenderiam com unhas e dentes a manutenção da submissão de suas esposas. Esposas humildes de homens humildes, não necessitariam clamar por justiça na relação por se sentirem subjugadas. Mas não somente nisso o casamento seria beneficiado. Dizem que humildade vem do Latim "humus" cujo significado seria "filhos da terra". A narrativa poética do Gênesis declara: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra...". (Gen. 2.7). O pregador declara: "...todos são pó, e todos ao pó tornarão" (Ecl. 3.20). Ser humilde, então, seria encarar a mais pura realidade: somos pó. Em outras palavras, podemos dizer que ser humilde é ter os pés no chão, encarando a realidade tal como ela é, em vez de viver num mundo de mentiras e fantasias. Ser humilde é ter noção exata do que somos, nem mais, nem menos. Isso aplicado ao casamento faz com que compreendamos melhor possíveis fraquezas da pessoa que está ao nosso lado pela consciência que temos de que também estamos sujeitos a elas. "Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia".(I cor. 10.12). Também não exigiríamos do cônjuge aquilo que não gostaríamos que fosse exigido de nós. A vida financeira do casal, uma das causas principais de conflitos na relação, tem outros contornos quando administrada com humildade. É que a noção exata das possibilidades evita que gastemos além do que a renda familiar permite. Infelizmente há casais que gastam no que desejam ou naquilo que acreditam que merecem e não no que seu rendimento permite. Depois, quando a relação receita-despesa começa a apresentar-se deficitária e as dívidas a crescerem como bola de neve, a relação entra em crise e vão-se a alegria e a paz. É diferente o diálogo do casal que cultiva a humildade. Quando acreditamos que não somente nós temos coisas importantes, certas e boas a dizer; que não somos detentores da verdade; que também o outro tem percepções da realidade e, portanto, o que dizer, desenvolvemos muito mais nossa capacidade de ouvir. "Todo homem (e mulher também, digo eu!) seja pronto para ouvir, tardio para falar..." (Tg. 1.19). Não é a incapacidade de ouvir, um dos problemas mais sérios de conflitos conjugais? Com humildade o orgulho não tem espaço. A capacidade de reconhecer os próprios erros é maximizada, a de perdoar multiplicada e a disposição para servir, sem ser servil, torna-se marca da relação. Quando o centro da questão é o desejo de servir mais e melhor e a não a disputa sobre quem deve sujeitar-se mais a quem, evidenciamos que a graça de Jesus - não a cultura machista e o legalismo judaico de milhares de anos atrás - está, de fato, introjetada em nós. Sem orgulho fica mais fácil admitir e procurar a ajuda de terceiros quando se percebe que os dois não estão conseguindo equacionar diferenças de modo saudável. Muitos casais sofreriam menos se os maridos aceitassem de pronto a sugestão das esposas de procurar ajuda externa. Perseguir a humildade, não faz parte dos valores da nossa sociedade. Há, inclusive, uma confusão sobre seu significado. Confunde-se humildade com pobreza material ou ausência de prestígio social e poder político. Além disso, há um fator de natureza emocional que pressiona o orgulho pra cima. É que, geralmente, na história de um adulto orgulhoso, prepotente, quase sempre há uma criança que foi vítima de forte sentimento de humilhação. Enfatizemos a importância da humildade, semeando-a e cultivando o desejo de vê-la crescer em nós. Fazendo isso com carinho, oração e até, se necessário for, com ajuda terapêutica, nos beneficiaremos do ensino de Jesus: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas". (Mt. 11.29). E para o casamento também!

Pr. Edvar Gimenes

terça-feira, 9 de junho de 2009

Para Nossas Namoradas



Poly, Klaudinha, Rosiane, Elurdiane, Eva, Karine, Dayse, Nilza, Ilma, Maristela, Kenya, Cris, Agnna, Marisa, Zélia, Audrey.




"Olha você tem todas as coisas, Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas, Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança, De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças, Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante, Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante, Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for, Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho, E viver a vida só de amor"


"Às vezes é preciso para e olhar pra longe
para podermos enxergar o que está perto de nós.
Foi nesse instante que acabei te vendo.
Ao seu lado descobri que entre o sonho e a realidade,
existe um espaço chamado felicidade;
e para que a minha felicidade se torne realidade,
preciso estar ao seu lado"


"Os dias passam, os meses vão, e meu amor por ti está cada dia maior.
Te amo!! Agora, hoje e sempre"


"Você é uma pessoa única e a namorada dos meus sonhos.
Só o prazer de estar com você, todos os meus sonhos e sentimentos
ficam completos.
O mais difícil é parar de pensar em você. Eu sei que não consigo.
Por isso eu nem tento."


"Você é maravilhosa e possui uma beleza interior infinita, um sorriso encantador e a suavidade nas palavras. Como pude viver sem a tua presença tanto tempo,
nada que eu já conhecesse poderia ser chamado de felicidade até eu te encontrar.



Bruno, Eliel, Jorge, Aurilo, Marcos, Manoel, Fernando, Aureliano, Lécio, André, Léo, Fábio, Joab, Isaac, Marcelo, Anderson.

Casamento: o princípio da harmonia

Dois textos bíblicos são usados pelos que são radicalmente contrários ao "jugo desigual": o de Amós (3.3) que pergunta se andarão dois juntos se não estiverem de acordo e o de Paulo (II Cor. 6.14) que fala da incompatibilidade de comunhão entre luz e trevas.

Ambos, conquanto no contexto em que são mencionados não se refiram especificamente à questão do casamento, são os que fornecem mais claramente o princípio a ser buscado por aqueles que almejam casar-se: a harmonia.

Os líderes religiosos judeus sempre foram exclusivistas e consideravam o casamento misto - judeu com não judeu - como condenado por Deus (Esdras 10.10-11). Porém, na prática isso sempre foi uma tremenda dor de cabeça, pois, dos reis até o mais ilustre desconhecido, geralmente a orientação não era seguida.

No inicio do cristianismo, quando o movimento era pequeno, os contornos doutrinários da fé mais nítidos e tornar-se cristão resultava em fortes atritos políticos, identificar quem era cristão era mais fácil. Porém, com o crescimento do movimento, a institucionalização da igreja, a diversificação de correntes doutrinárias, teológicas e ideológicas dentro do cristianismo e o fortalecimento cultural da individualidade em detrimento da comunidade, torna-se cada dia mais difícil definir quem é ou não cristão.

Assim, o reconhecimento da presença de "luz e trevas" dentro de uma mesma igreja local, bem ao estilo do que Jesus alertou sobre trigo e joio (Mt. 13.24-30) é crescente em nossos dias. Isso implica que, haver casamento misto entre dois batistas, dois pentecostais, dois presbiterianos, dois "sem nome", enfim, é uma probabilidade indiscutível.

Diante disso, nem mesmo o fato de duas pessoas serem da mesma igreja, denominação, corrente teológica ou segmento cristão seria, por si só, garantia de sucesso na relação.

Creio que o princípio que os dois textos ¿ de Amós e Paulo - apontam é o da harmonia. Quanto maior harmonia de sentimentos, pensamentos, ideais, enfim, houver entre um casal, maiores as probabilidades de serem felizes.

A questão é que ninguém, antes de se apaixonar, faz análise "matemática" do outro. Se fosse assim a vida seria chata. Por razões ainda não esclarecidas adequadamente, a gente simplesmente se apaixona. Daí opostos se atraírem.

A Editora Mundo Cristão, se não me engano, lançou um livrinho na década de 80 intitulado "Os opostos se atraem". Na verdade a tradução literal do título em inglês, "Quando os opostos se atraem", expressaria melhor a intenção do autor. Conforme se percebe no texto, a intenção foi apontar caminhos para uma convivência saudável, quando opostos se atraem.

Penso que a questão religiosa, por se tratar de algo essencial à vida humana, é uma das áreas que precisam de melhor atenção na busca da harmonia. Defendo que quanto maior harmonia houver nesta área, maiores as chances de sucesso.

Esclareço, entretanto, que por harmonia espiritual quero dizer muito, mas infinitamente muito mais, do que pertencer a uma mesma denominação religiosa.

Penso que, como em todas as áreas da vida, na construção de um relacionamento o casal deve ser honesto para não esconder as diferenças e também sincero para discutí-las, a fim de tentar visualizar como seria a relação depois que o ímpeto da paixão sofrer a inevitável redução.

Toda relação traz consigo um risco. O que se pode fazer é avaliar as igualdades e as diferenças conhecidas e decidir se está a fim de construir a vida com aquela pessoa. Até porque diferenças que percebemos hoje podem ser equacionadas e novas diferenças certamente podem surgir.

Assim, quem entra numa relação não deve faze-lo pensando que tudo se resolve com ¿beijinho, beijinho¿. Relacionamento é uma construção diária, até à morte.

Defendo, portanto, que, como ponto de partida, se deve buscar o máximo de harmonia, especialmente na vida espiritual, mas lembrar-se de que surpresas aparecerão e sempre existirão arestas para serem aparadas nas diversas dimensões que caracterizam uma relação. Alma gêmea, como regra, é coisa de novela!



Pr. Edvar Gimenes

sábado, 30 de maio de 2009

Prova de Fogo

Confira o trailler do filme "Prova de Fogo", dos mesmo criadores de "Desafiando Gigantes", agora abordando o relacionamento conjugal. O filme conta a história de Calebe Holt, heróico capitão do corpo de bombeiros, que salva vítimas de incêndios e tem seu casamento perto de virar cinzas. Mas através de uma experiência devocional de 40 dias ele também salva seu casamento. Vale a pena assistir ao filme e ler o livro "O Desafio de Amar" que é usado pela personagem. Fica ai uma sugestão pra o grupo verde se reunir, fazer um panelão de pipoca e conferir a produção. E quem quiser adquirir o DVD ou o livro basta clicar nos links.




Casamento: o princípio da fidelidade


Infidelidade Conjugal é importante tema no campo do relacionamento humano. Ela afeta as dimensões emocional e espiritual do indivíduo, desestabiliza a família, afeta a convivência social, prejudica o desempenho profissional e pode até culminar em criminalidade.

Em algumas abordagens jornalísticas o assunto é tratado de forma jocosa ou simplesmente como algo corriqueiro que não merece maiores preocupações. Tais abordagens passam a impressão de que (in) experiências particulares ou desejos latentes dos escritores prevalecem sobre a análise crítica e norteadora.

O princípio da fidelidade foi construído culturalmente ao longo da história, com base em experiências e suas conseqüências nos grupos sociais. Sistematizado detalhadamente, geralmente através de uma tradição religiosa, é repassado de forma oral ou escrita, através dos que dominam o universo religioso. Porém, a cultura do povo e as idiossincrasias individuais determinam maior ou menor submissão ao princípio.

Os cristãos que crêem na autoridade normativa do Segundo Testamento (coleção de textos canonizados pela Igreja Católica, dentre os diversos produzidos pelos primeiros seguidores de Jesus, visando nortear posicionamentos ético-doutrinários da igreja) são mais ou menos radicais em relação ao assunto, de acordo com a formação acadêmica ou estrutura de personalidade de seus líderes.

Teorias ou posicionamentos políticos à parte, todos concordam, porém, com os danos provocados pela infidelidade. Independente, portanto, das questões teológicas, filosóficas, antropológicas, sociológicas, psicológicas, biológicas, enfim, que envolvem o assunto, é inegável a dor que caracteriza a vida dos envolvidos na infidelidade conjugal.

Se as pessoas tivessem noção prévia das conseqüências dolorosas da infidelidade, provavelmente pensariam melhor antes de, irracionalmente, darem vazão aos sentimentos motivadores. Digo irracionalmente porque, via-de-regra, a infidelidade é impulsionada por uma força interior aparentemente incontrolável, capaz de fazer com que o candidato a infiel ou não enxergue as conseqüências ou, simplesmente decida arriscar-se a pagar o preço das possíveis conseqüências. Sem ajuda externa, de pessoa qualificada técnica, emocional e espiritualmente, dificilmente se consegue alterar o propósito do coração.

O triste é que, consumado o objetivo, verifica-se, primeiro, que um ato é insuficiente para satisfazer o desejo e, mais tarde, que todo o prazer alcançado é infinitamente menor do que os efeitos colaterais dolorosos que produz. Diante dos sentimentos destrutivos que assediam o coração, alguns tentam abafá-los envolvendo-se em ativismo doentio, excesso de álcool ou uso de drogas, legalizadas ou não. O corpo fragiliza-se e enfermidades aparecem, como no caso de Davi (Salmo 32.2). A dor é tal, pelo menos nos mais sensíveis a valores espirituais, que o fantasma da morte ronda em forma de desejo. Somente a graça divina, manifesta através de pessoa qualificada pode restaurar o equilíbrio na alma.

Quem se envolve em infidelidade é incapaz de mensurar as conseqüências na vida do cônjuge. Este, independente das explicações teóricas, parece ser o que sofre mais. O fato de sentir-se vítima de traição, a perda da confiança em alguém que faz parte de seus pilares de sustentação emocional, a tristeza de saber que o afeto antes tido como somente seu ter sido canalizado para outrem, os efeitos humilhantes da repercussão social, a tomada de consciência da falta de controle na situação em que o fato se deu, a própria indignação da cruel invasão de terceiros na intimidade daquele que lhe era sagrado, enfim, podem culminar em reações drásticas, irracionais e irreversíveis. O pensamento dominante é que, eliminando-se os traidores, elimina-se a dor. Crimes passionais, portanto, não ocorrem por amor ou ódio, mas pelo desejo de eliminar a própria dor.

O resultado final de um ato de infidelidade é imprevisível. Pode haver restauração da relação, uma simples separação ou até, em casos extremos, ações criminosas. Por isso, é essencial que se busque a imediata restauração do equilíbrio emocional, seguida de reflexão sobre possíveis causas, sob monitoramento de pessoa qualificada.

A restauração da relação é possível, conquanto longa e dolorosa. A transparência e a verdade como meios de resgate da confiança, são essenciais. A abertura para reconhecimento de necessidades não supridas na relação, surgidas antes ou durante o casamento, bem como de possíveis erros cometidos por ambos nos processos que antecederam ao fato, são indispensáveis. A busca de ajuda espiritual, visando restaurar a graça, a misericórdia, o respeito, o afeto, o amor mútuo, enfim, são fundamentais. Somente quando nos abrimos, ainda que através de uma pequena brecha, para o agir divino, algo novo e bom pode acontecer.


Pr. Edvar Gimenes